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QUINTA-FEIRA, 18 DE OUTUBRO DE 2018

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17 de ABRIL de 2017

Delcídio é suspeito de receber recursos ilegais para três campanhas eleitorais

Ex-senador Delcídio do Amaral

O ex-senador de Mato Grosso do Sul Delcídio do Amaral é citado em pedido de inquérito enviado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a Justiça Federal do Paraná, com base em delações de ex-executivos da Odebrecht. Ele é suspeito de receber recursos não contabilizados para as campanhas políticas de 2006 (ao governo do estado), 2010 (ao Senado) e 2014 (novamente ao governo do estado). O G1 entrou em contato com a defesa dele, mas até a publicação da matéria não obteve retorno.

O suposto repasse para as campanha de 2006 e 2010 é citado nas delações do ex-executivo da Odebrecht, Rogério Santos de Araújo. Ele afirma ter sido informado por Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, em uma reunião em 2006, que a empreiteira UTC Engenharia, se comprometeu ao pagamento de R$ 4 milhões para a campanha de Amaral naquele ano, como contrapartida a participação da empresa em conjunto com a Odebrecht, na obra de ampliação da refinaria de Pasadena, da Petrobras, nos Estados Unidos.

Em relação a 2010, o delator aponta que o então diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, solicitou a Odebrecht o pagamento de contribuição para a campanha de Amaral ao Senado, como contrapartida à eventual aprovação de projeto do gasoduto que seria concretizado por uma empresa argentina controlada pela Petrobras Energia Argentina.

Já a informação sobre o repasse de recursos não contabilizados para a disputa eleitoral de 2014 consta da delação do ex-presidente da Construtora Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior. O colaborador disse que atendeu solicitação de contribuição eleitoral em prol da campanha de Amaral do governo do estado.

O delator aponta ainda que o pagamento, no valor de R$ 5 milhões, foi efetivado pela equipe de Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, que fazia parte do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht (setor responsável pelos pagamentos de propinas), mediante recursos de caixa 2, e que foram registrados no sistema Drousys.

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, o Drousys era um sistema de intranet ao qual funcionários do setor de propina da Odebrecht tinham acesso, e que por "questões de segurança", tinha um servidor na Suíça.



Fonte: G1 MS



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