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SEXTA-FEIRA, 25 DE MAIO DE 2018

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14 de MAIO de 2018

Polícia investiga envolvimento de facções em decapitação de mulher

Corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira por moradores da região (Foto: Saul Schramm)

A Polícia Civil investiga envolvimento de facções criminosas na decapitação de mulher ainda não identificada. O corpo foi encontrado na manhã desta segunda-feira (14), em estrada vicinal que dá acesso à Avenida Wilson Paes de Barros, entre os Bairros Santa Emília e Nova Campo Grande.

Conforme o delegado Ricardo Meirelles, que atendeu a ocorrência, em razão da pouca quantidade de sangue encontrada no local, tudo indica que a vítima foi morta em outro lugar e desovada no endereço onde foi localizada. Ela estava sem documentos.

“Todas as linhas de investigação estão abertas” disse o delegado, ao responder sobre a possibilidade de envolvimento de facções criminosas, dadas às características da execução.

Policiais do SIG (Setor de Investigações de Gerais) tentaram cruzar dados de mulheres desaparecidas com a vítima, mas as suspeitas foram descartadas. O corpo foi levado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para identificação pelas impressões digitais. O caso será investigado pelo 6º DP ou pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios).

Caso - A mulher foi encontrada decapitada com as mãos amarradas para trás com o próprio casaco de moletom, de cor vermelha. Conforme a polícia, o crime aconteceu nesta madrugada. Do ano passado para cá, sete pessoas foram decapitadas na Capital pelo “tribunal do crime”, julgamentos orquestrados por facções criminosas. Fatos marcados pelo tráfico de drogas e por regras impostas em um mundo paralelo de violência e morte.

O mais recente, registrado em fevereiro deste ano, foi o caso de John Hudson dos Santos Marques, de 27 anos, encontrado decapitado em uma região do Indubrasil. O crime ocorreu porque a vítima pertencia ao CV (Comando Vermelho), facção rival ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Um dos suspeito pelo crime, Gabriel Rondon da Silva, 19 anos, foi preso meses depois e entregou os comparsas.



Fonte: Campo Grande News



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