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SEGUNDA FEIRA, 17 DE DEZEMBRO DE 2018

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23 de JULHO de 2018

Leishmaniose é doença grave que requer muita atenção

Nem restrita ao cão, nem quase extinta entre humanos, nem contagiosa. Esses e outros mitos ainda cercam a leishmaniose, mais uma das doenças infecciosas que avançam nas áreas urbanas do País nos últimos anos.

Seu ciclo começa quando o mosquito-palha (um dos nomes populares dados ao flebotomíneo) pica um animal infectado e adquire o protozoário Leishmania. Em seguida, o inseto infectado pode transmitir a doença ao ser humano e a outros animais antes não infectados. O contingente rural concentrava número de casos da enfermidade no passado, mas ela acabou se instalando nas cidades, como consequência da destruição de florestas e do próprio processo de urbanização.

Em Mato Grosso do Sul, os casos de leishmaniose visceral humana – a mais perigosa, por afetar os órgãos internos de uma pessoa – eram predominantes nas regiões de fronteira. Isso mudou, segundo o infectologista Maurício Antônio Pompili, que observa o cenário da doença na saúde estadual. “De uns anos para cá, todos os municípios do Estado apresentaram notificações dela”, afirma.

Boletim da Secretaria Estadual de Saúde mostra que 1.605 casos de leishmaniose visceral humana foram registrados entre 2010 e 2017. Nesse mesmo período, 113 pessoas morreram em decorrência da doença.
No primeiro semestre deste ano, 69 casos da doença foram verificados somente na Capital, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde. Três óbitos foram confirmados até então, conforme os dados preliminares.

TIPOS DIFERENTES

Quando afeta uma pessoa, a leishmaniose pode se manifestar como visceral (também chamada de tegumentar) ou cutânea, e tem possibilidade de cura em ambos os casos. Se afeta o animal – nas cidades, o cachorro é o principal alvo –, não tem cura, porém, tratar a doença pode garantir seu bem-estar e evitar que transmita a doença, caso seja picado pelo vetor.

O infectologista Maurício Pompili sugere que a diferença entre a carga parasitária depositada no humano e no cachorro podem explicar o porquê de a cura não ser possível no animal.

“Parece que a quantidade de parasita que fica no animal, no caso o cão, é muito maior que no humano. Tanto que o animal é considerado transmissor para o vetor, ou seja, um cão, uma vez infectado com leishmaniose, ao longo da sua vida, pode repassar essa Leishmania para outros flebotomíneos e continuar esse ciclo de reprodução. Diferente de nós, que recebemos carga de parasita menor e, portanto, não temos a capacidade de transmitir esse parasita para os mosquitos. Estudam-se exceções quanto a isso. Nada é 100% na medicina”, conclui.

O especialista também ressalta a diferença entre os tipos de leishmaniose. “A cutânea é aquela que provoca feridas de difícil cicatrização. A visceral é aquela que atinge os órgãos internos”.

Tanto no animal quanto no humano, o exame clínico não basta para diagnosticar a doença. É preciso fazer testes laboratoriais. Quanto à humana, Pompili esclarece. “Exames laboratoriais são fundamentais no diagnóstico da leishmaniose. É diferente, por exemplo, da dengue. No caso dela, se está havendo uma epidemia, você consegue estabelecer um diagnóstico clínico, fazendo vínculo com caso em outra pessoa do bairro, da família”.

EM HUMANOS

Normalmente, tudo começa com uma febre. O sintoma pode aparecer em um dia, pular no outro e voltar depois. A pessoa infectada não fica em estado febril contínuo, a princípio. Só depois é que a febre começa a ficar mais constante e outros sintomas, como mal-estar, dor no corpo, perda do apetite e emagrecimento, surgem. Inchaço na barriga, decorrente do aumento do fígado e do baço, pode ser sinal de que a doença se encontra em estágio avançado.

Esses sintomas podem ser relacionados com outras doenças. A febre, em especial, pode levar à confusão, e é por isso que quadros do sintoma que superam uma semana precisam ser investigados por um médico.
O período de incubação, ou seja, o tempo que leva até a doença apresentar os primeiros sintomas, varia de pessoa para pessoa. “Desde semanas após a exposição ao inseto até mais de um ano após”, completa o infectologista.

Não há trabalhos avançado em relação à produção de vacina contra a leishmaniose humana. A ciência ainda procura produzir medicamentos melhores. O tratamento para a leishmaniose visceral não é simples, segundo Pompili. “Geralmente, depende de uma internação hospitalar e a da disponibilidade de medicamentos, que têm que ser administrados com muito cuidado, porque podem gerar efeitos colaterais”.

São três as principais classes de medicamentos indicados para a doença. “Dependendo da forma como eles são apresentados, o tratamento pode ser muito prolongado. Se for, por exemplo, com o antimonial pentavalente, o tempo de tratamento é de 30 dias tomando medicação injetável diariamente. Em outras opções, pode passar desse tempo”, diz. Uma opção mais rápida pode ser administrada entre 5 e 10 dias, porém, é mais cara – uma só ampola custa de R$ 1,2 mil a 1,5 mil, e um paciente pode precisar até de 30 a 60 delas. “É um tratamento caro para o SUS ou mesmo para quem tem um plano de saúde”.

A leishmaniose visceral humana pode ter recidiva. “Fatores ligados à alteração da imunidade podem favorecer a volta. Pessoas com Aids, câncer, diabetes que não exercem controle da doença ou que tiveram órgãos transplantados podem correr esse risco novamente”, finaliza o infectologista.

NO CÃO

No animal, a doença é considerada “coringa”, segundo a veterinária Cristiane Wilheln. “Porque, às vezes, ele pode manifestar nada e, às vezes, pode manifestar todos os sintomas”, explica.

Um dos sinais mais básicos é a falta de apetite. “Alguns tutores chegam à clínica preocupados com isso e aceitam fazer o exame, mas duvidam quando veem resultado positivo para a leishmaniose canina”, conta Cristiane. Já outros sintomas como lesões na ponta da orelha e ao redor dos olhos, além de feridas pelo corpo que não cicatrizam, acabam deixando o problema mais evidente e aceitável para eles.

Uma vez infectado, o cão pode receber tratamento e viver durante o mesmo tempo que  um animal saudável. O processo só não pode ser abandonado pela metade. “Algumas pessoas acham que porque o cachorro se adequou ao tratamento e está aparentemente bem, já está curado. Mas não, ele precisa tratar até o fim da vida, senão volta a apresentar os sintomas e piora”.

O tratamento promove melhora clínica, redução da carga parasitária, recuperação imunológica e bloqueia a transmissão da doença. Desde 2013, ele é autorizado no Brasil, no entanto, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento veta o uso de produtos de uso humano para tratamento da leishmaniose canina.

De acordo com a última atualização do Código Sanitário de Campo Grande, apenas medicamentos chancelados pelos ministérios da Saúde ou Agricultura, Pecuária e Abastecimento podem ser comercializados e prescritos aos animais infectados localmente. Atualmente, o único acessível nesse sentido é o Mioteforan, uma fórmula vendida a alto custo que não é disponibilizada gratuitamente aos donos de cachorros.

Cristiane destaca que a prevenção é o melhor caminho para evitar a contaminação e propagação da leishmaniose. As clínicas veterinárias que tratam a doença oferecem vacinas preventivas que devem ser aplicadas regularmente, a partir do quarto mês de vida do animal. Outra opção é a coleira e o óleo repelente. O custo desses últimos são mais baixos.

Evitar levar o bichinho de estimação para passear no horário em que o sol está se pondo, como muitos donos fazem, é outra medida preventiva. “O mosquito tem hábito crepuscular e gosta de material orgânico, portanto, se ele vai para um parque ou passa por um terreno baldio, corre o risco de ser picado. Se for levar, que seja com a coleira e passe o óleo repelente”.

tura mais alta. A do cão varia entre 38,5ºC e 39ºC”.

O que torna o animal mais vulnerável é uma falha no sistema imunológico. “Não é porque não tem nada aparentemente que não tem a doença. Viu alguma alteração? Leve no veterinário”, finaliza Cristiane. 



Fonte: Correio do Estado



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