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TERÇA-FEIRA, 26 DE JANEIRO DE 2021
03 de DEZEMBRO de 2020

Carga de cigarros ilegais avaliada em R$ 18 milhões é incinerada pela Receita Federal

Mais de 75 milhões de unidades de cigarros contrabandeados, avaliados em cerca de R$ 18,75 milhões, que foram apreendidos ao longo do ano no Mato Grosso do Sul e no Paraná, foram incinerados na manhã desta quinta-feira (3).

A ação foi coordenada por uma força-tarefa da Receita Federal, com apoio do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP).

A carga foi transportada em sete carretas para a unidade da Receita Federal de Foz do Iguaçu (PR). Quatro delas partiram de Mundo Novo (MS), com 81,2 toneladas.

"A Receita Federal tem trabalhado no estabelecimento de parcerias para que as mercadorias que devam sofrer um processo de destruição, como o caso dos cigarros ilícitos, tenham uma destinação ambientalmente correta e com mínimo impacto financeiro aos cofres públicos.", afirma Hipólito Caplan, Auditor Fiscal e delegado adjunto da Alfândega de Foz do Iguaçu. 

 
 

Somente em Mato Grosso do Sul, foram apreendidos 1.067.543 pacotes de cigarros de janeiro a setembro deste ano. Aumento expressivo, de 97,82%, em comparação com 2019, que registrou 539.644 pacotes apreendidos no mesmo período.

Segundo pesquisa Ibope realizada em 2019, 87% de todos os cigarros que circulam no Estado são contrabandeados e movimentaram cerca de R$ 352 milhões apenas naquele ano.

Das 10 marcas mais vendidas no Estado, quatro são contrabandeadas. Juntas elas respondem por 84% de participação.

Entre os municípios mais afetados pelo contrabando estão Campo Grande, Corumbá, Dourados, São Gabriel do Oeste, Coxim e Três Lagoas.

Segundo o auditor-fiscal chefe da Equipe de Vigilância e Repressão da Alfândega de Mundo Novo, Rodrigo de Almeida Lara o cigarro ilegal representa 85% do total de mercadorias apreendidas e encaminhadas para a unidade em 2020, somadas em R$ 220 milhões.

Brasil

De acordo com a Receita Federal, o prejuízo para o crime organizado com as apreensões de cigarros ilegais ultrapassou R$ 2 bilhões de reais apenas entre 2019 e 2020.

No mesmo período foram destruídas mais de 12 mil toneladas de cigarros ilegais, resultado de mais de 400 milhões de maços apreendidos. Ainda assim, o produto lidera o ranking do contrabando no Brasil.

O valor total de mercadorias apreendidas de janeiro a outubro deste ano ultrapassa R$ 2,6 bilhões. O contrabando de cigarros representam mais de R$ 1 bilhão desse montante, o equivalente a 38,42% do valor total.

"Essa inundação de cigarros ilegais mina os cofres públicos. O Brasil perde aproximadamente R$ 12 bilhões anualmente em arrecadação de impostos, o que gera prejuízos em cascata em toda a economia nacional. Do combate ao contrabando, às ações de destruição de cigarros, tudo o que for feito para frear essa prática criminosa é de grande importância para o Brasil", afirma o presidente do FNCP, Edson Vismona.

 


Fonte: Correio do Estado



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