
Em dois meses, ações de segurança realizadas por equipes da Polícia Penal Estadual e da FNP (Força Penal Nacional) interceptaram a entrada de 18 drones que transportavam drogas e celulares para presos no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.
Nesta quarta-feira, dia 21 de outubro, a Agepen-MS (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de MS) informou que as interceptações somam prejuízo de mais de R$ 300 mil. Segundo o site Midiamax, essa soma inclui apenas os aparelhos e não considera os valores de drogas e celulares apreendidos nas ações.
Ainda de acordo com a Polícia Civil, cada drone interceptado tem capacidade para transportar até seis celulares e aproximadamente 600 gramas de entorpecentes.
“Estamos enfrentando um crime organizado que usa tecnologia para tentar abastecer as prisões. O policial penal precisa de equipamento, treinamento e informação para agir. Cada celular que impedimos de entrar é um meio a menos para transmitir ordens, aplicar golpes e ameaçar a população. Investir nas condições de trabalho desses profissionais é fortalecer o controle do Estado e proteger quem está aqui fora. Prisão não pode ser escritório do crime”, afirma o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
A unidade abriga presos considerados de alta periculosidade e está entre as 138 selecionadas em todo o Brasil para o fortalecimento da segurança máxima.
Outras ações de segurança estão sendo adotadas no Presídio de Segurança Máxima, entre elas, a instalação de telas de proteção que funcionam como barreiras físicas para dificultar o lançamento de materiais por drones.
Drones reaproveitados em treinamentos
Os drones apreendidos durante as ações são entregues à Agepen e serão utilizados em atividades de capacitação de policiais penais.
A Agepen destaca que o contato com os equipamentos permitirá aos profissionais conhecer melhor os recursos utilizados pelo crime e, assim, intensificar as estratégias de prevenção e interceptação.
Protocolos de segurança
O envio da Força Penal Nacional foi autorizado pelo MSJP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), com o objetivo de fornecer apoio em ações de treinamento e capacitação dos servidores.
Conforme a Portaria MJSP nº 1.214, a medida prevê atuação planejada, com apoio logístico e supervisão dos órgãos estaduais de administração penitenciária e segurança pública.
A atuação tem como objetivo fortalecer as capacidades operacionais das equipes locais e contribuir para a elevação dos padrões de segurança das unidades prisionais.






