
A FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul) iniciou ontem (26/10), as escutas públicas culturais do terceiro ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) em Naviraí e Dourados. A proposta foi ouvir artistas, produtores, gestores, coletivos e organizações culturais para subsidiar a elaboração do Plano de Aplicação dos Recursos (PAR) de 2027.
Os dois primeiros encontros foram conduzidos pelo diretor-presidente da FCMS, Edu Mendes, e pela coordenadora da Pantanal Film Commission, Ana Ostapenko. Em Naviraí, a escuta começou às 14h, na Rua Hilda, nº 203, no bairro Boa Vista. Em Dourados, a atividade ocorreu às 18h, na Rua Antônio Emílio de Figueiredo, nº 2445.
As reuniões abriram uma programação organizada em dez cidades-polo, com mobilização regional voltada aos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. O objetivo foi identificar as necessidades dos diferentes territórios e segmentos culturais, avaliar dificuldades de acesso ao fomento e receber propostas para os próximos instrumentos de seleção.
Para Edu Mendes, a participação dos trabalhadores da cultura é fundamental para que o planejamento dos recursos considere a realidade de quem atua nos municípios: “Construir o PAR exige conhecer as necessidades de quem faz cultura em cada território. As escutas nos ajudam a identificar prioridades, compreender as dificuldades de acesso e planejar formatos de apoio mais adequados à realidade dos artistas e produtores. Queremos que essas contribuições orientem a aplicação dos recursos, com transparência e atenção à diversidade cultural de MS”.
Participação regional A escuta de Naviraí reuniu também participantes de Juti, Itaquiraí, Eldorado, Mundo Novo, Japorã, Iguatemi, Sete Quedas, Tacuru e Novo Horizonte do Sul.
Em Dourados, participaram representantes de Caarapó, Itaporã, Maracaju, Douradina, Fátima do Sul, Vicentina, Glória de Dourados, Jateí, Deodápolis, Laguna Carapã e Rio Brilhante.
Puderam participar pessoas físicas que atuam na cultura, coletivos não formalizados, pessoas jurídicas de natureza ou finalidade cultural, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e iniciativas da economia solidária voltadas ao setor, além de gestores públicos.
Durante os encontros, os participantes tiveram a oportunidade de apresentar demandas e sugestões relacionadas à criação, produção, circulação, formação, memória, preservação e acesso às oportunidades de fomento.
Contribuições para o planejamento As manifestações registradas durante os encontros de ontem serão analisadas e sistematizadas em um relatório final, que servirá de base para a construção do PAR e auxiliará na definição de objetos, formatos, valores e critérios dos futuros chamamentos públicos estaduais.
A presença nas escutas não representou inscrição ou garantia de recebimento de recursos, e não impede os interessados de concorrer aos editais que serão lançados.
Além de Naviraí e Dourados, a programação ainda prevê encontros em Nova Andradina, Chapadão do Sul, Bonito, Campo Grande, São Gabriel do Oeste, Ponta Porã, Corumbá e Três Lagoas, até 3 de novembro.






