
As buscas por João Luiz dos Santos, de 56 anos, desaparecido após entrar com uma caminhonete no Rio Ivinhema, chegam ao sétimo dia neste domingo (8). Duas equipes do Corpo de Bombeiros seguem na operação, que deve percorrer aproximadamente 200 quilômetros do rio.
O major Rodrigo Bueno, coordenador dos trabalhos, explicou que a estratégia será semelhante à adotada no sábado (7), com paradas em pontos considerados de interesse pelos militares. Entre eles está a região da base na ponte, onde há uma possibilidade, embora considerada pouco provável, de o corpo estar.
“Vamos parar em alguns outros pontos de interesse, como a base na ponte, porque existe a possibilidade, pouco provável, de que o corpo esteja nesses pontos. Vamos rodar cerca de 200 quilômetros, com duas equipes, uma delas em lancha e a outra em barco”, afirmou.
A operação continua após a retirada da caminhonete Chevrolet S10 do rio, na manhã de sábado. Dois tratores foram usados para remover o veículo da água. Os bombeiros verificavam se João Luiz poderia estar preso embaixo da caminhonete, mas ele não foi encontrado.
O acidente ocorreu na noite de 1º de novembro, quando João Luiz e Estela Thomazetto, de 48 anos, entraram no Rio Ivinhema por uma rampa destinada a embarcações. O momento foi registrado por câmeras de segurança.
Moradores que estavam nas proximidades viram a caminhonete entrar na água. Nas imagens, é possível ouvir Estela pedindo socorro. Poucos segundos depois, o veículo desaparece no rio.
O Corpo de Bombeiros foi acionado ainda naquele domingo. As buscas foram retomadas na segunda-feira (2), quando Estela foi encontrada morta dentro da caminhonete, a cerca de seis metros de profundidade.
O veículo estava com uma das portas abertas, indicando que João Luiz conseguiu sair, mas ele não foi localizado desde então.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Gustavo Oliveira, as hipóteses de feminicídio e suicídio foram inicialmente descartadas. A investigação aponta que o episódio foi um acidente, sem indícios de crime.







