O integrante da facção criminosa Família Terror do Amapá foi preso por policiais do Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), em Campo Grande, na manhã de ontem terça-feira (1º).
O criminoso era procurado desde a Operação Dama do Tráfico, deflagrada pela Denarc (Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos) do Amapá na última terça-feira (25). Na ocasião, uma pessoa foi presa preventivamente em Campo Grande.
O preso ontem, que é um dos principais integrantes da facção, é investigado por integrar organização criminosa especializada no tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, o homem foi preso pelas equipes do Dracco em uma casa na Vila Piratininga, na Capital.
Operação Dama do Tráfico
A operação foi deflagrada pela Denarc (Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos) do Amapá, com apoio da Dracco (Delegacia de Repressão ao Crime Organizado) de Mato Grosso do Sul e da Denarc do Pará para desarticular a organização criminosa.
Durante a operação, seis pessoas foram presas preventivamente, sendo uma delas na Capital sul-mato-grossense. No Macapá, foram três presos, inclusive a principal liderança do esquema criminoso, enquanto outro integrante foi preso em Bragança, no Pará.
Grupo é liderado por companheira de preso
As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Amapá apontam que o grupo é liderado pela companheira de um preso do Iapen (Instituto de Administração Penitenciária). Segundo explicou o delegado titular da Denarc, Estefano Santos, o grupo movimentou aproximadamente R$ 2,5 milhões com a empreitada criminosa por semestre.
Entre as atividades criminosas, estavam complexos esquemas de lavagem de dinheiro, que envolvia o uso de contas bancárias até em nome de menores de idade e utilização de empresas de fachada.
“Estas atividades incluíam não apenas a aquisição e distribuição de entorpecentes, mas também complexos esquemas de lavagem de dinheiro. O esquema de lavagem envolvia a utilização de contas bancárias em nome de terceiros, incluindo menores de idade, depósitos em espécie, e empresas de fachada”, explicou Estefano.
Ainda conforme o delegado, durante as investigações foi identificada a técnica conhecida como “smurfing”, usada com o intuito de dificultar a identificação da origem ilícita dos fundos.
“Além disso, identificou-se o uso da técnica conhecida como “smurfing”, que se caracteriza pela fragmentação de grandes quantias de dinheiro em pequenas transações, dificultando a identificação da origem ilícita dos fundos”, acrescentou.
Além dos mandados de prisão, a Operação Dama do Tráfico foi planejada para cumprir nove mandados de busca e apreensão e o sequestro de bens e valores associados à organização criminosa.